quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Bulimia e Anorexia

A busca implacável pela magreza, a silhueta perfeita e o medo exagerado de engordar são fatores que levam cada vez mais jovens e adolescentes, entre 12 e 20 anos, a desenvolver doenças como anorexia nervosa e bulimia nervosa, ambas classificadas como distúrbios alimentares. Em 90% dos casos, elas atingem pacientes do sexo feminino.

Bulimia nervosa O que é?
Na bulimia nervosa, as pessoas ingerem grandes quantidades de alimentos (episódios de comer compulsivo ou episódios bulímicos) e, depois, utilizam métodos compensatórios, tais como vômitos auto-induzidos, uso de laxantes e/ou diuréticos e prática de exercícios extenuantes como forma de evitar o ganho de peso pelo medo exagerado de engordar. Diferentemente da anorexia nervosa, na bulimia não há perda de peso, e assim médicos e familiares têm dificuldade de detectar o problema. A doença ocorre mais freqüentemente em mulheres jovens, embora possa ocorrer mais raramente em homens e mulheres com mais idade.

O que se sente?
- Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.
- Vômitos auto-induzidos, uso de laxantes e diuréticos
- Alimentação excessiva, sem aumento proporcional do peso corporal
. - Depressão.
- Obsessão por exercícios físicos.
- Comer em segredo ou escondido dos outros.
- Complicações médicas.
- Inflamação na garganta (inflamação do tecido que reveste o esôfago pelos efeitos do vômito). - Face inchada e dolorida (inflamação nas glândulas salivares).
- Cáries dentárias.
Desidratação
. - Desequilíbrio eletrolítico.
- Vômitos com sangue.
- Dores musculares e câimbras.

Causas
Assim como na anorexia, a bulimia nervosa é uma síndrome multideterminada por uma mescla de fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais. A ênfase cultural na aparência física pode ter um papel importante. Problemas familiares, baixa auto-estima e conflitos de identidade também são fatores envolvidos no desencadeamento desses quadros.

Como se desenvolve?
Muitas vezes, leva tempo para se perceber que alguém tem bulimia nervosa. A característica principal é o episódio de comer compulsivo, acompanhado por uma sensação de falta de controle sobre o ato e, às vezes, feito secretamente. Os comportamentos direcionados para o controle de peso incluem jejum, vômitos auto-induzidos, uso de laxantes, enemas, diuréticos, e exercícios físicos extenuantes. O diagnóstico de bulimia nervosa requer episódios com uma freqüência mínima de duas vezes por semana, por pelo menos três meses. A fobia de engordar é o sentimento motivador de todo o quadro. Esses episódios de comer compulsivo, seguidos de métodos compensatórios, podem permanecer escondidos da família por muito tempo. A bulimia nervosa acomete adolescentes um pouco mais velhas, em torno dos 17 anos. Pessoas com bulimia têm vergonha de seus sintomas, portanto, evitam comer em público e evitam lugares como praias e piscinas onde precisam mostrar o corpo. À medida que a doença vai se desenvolvendo, essas pessoas só se interessam por assuntos relacionados à comida, peso e forma corporal.

Como se trata? 
A abordagem multidisciplinar é a mais adequada no tratamento da bulimia nervosa e inclui psicoterapia individual ou em grupo, farmacoterapia e abordagem nutricional em nível ambulatorial. As medicações antidepressivas também têm se mostrado eficazes no controle dos episódios bulímicos. A abordagem nutricional visa estabelecer um hábito alimentar mais saudável, eliminando o ciclo "compulsão alimentar/purgação/jejum". A orientação e/ou terapia familiar faz-se necessária uma vez que a família desempenha um papel muito importante na recuperação do paciente.

Como se previne?
Uma diminuição na ênfase da aparência física, tanto no aspecto cultural como familiar, pode eventualmente reduzir a incidência desses quadros. É importante fornecer informações a respeito dos riscos de regimes rigorosos para obtenção de uma silhueta "ideal", já que eles desempenham um papel fundamental no desencadeamento dos transtornos alimentares.

Evolução clínica da bulimia: 
- 40%: melhora completa e rápida (às vezes, só com orientação) - 40%: melhora parcial dos sintomas em graus variados - 20%: não melhora. A evolução da bulimia é pior quando há história de alcoolismo ou de abuso de drogas. Além disso, é bom lembrar que a freqüência dos episódios e o tempo de duração da doença não têm relação com pior, ou melhor, evolução.

Site Minha Vida

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