quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Hospital em SP adota visita virtual

Oi Pessoal
Juro que já tinha pensado isso inúmeras vezes... todas as vezes que fiquei no hospital acompanhando meus filhos, ou eu mesma internada, ficava pensando como seria bom o acesso a net, para melhorar o humor de paciente e acompanhante. E olhem só a reportagem abaixo:


São Paulo - Ao encontrar os filhos virando a noite na frente do computador, Marco Antônio já xingou todas as gerações de quem criou as salas de bate-papo pela internet. Na semana passada, foi um programa como esse que lhe garantiu o sono. De casa, pela webcam, depois de um dia de trabalho, ele conseguiu “visitar” a filha que estava internada num hospital da capital paulista. A dez quilômetros de distância, pôde desejar boa noite e se certificar de que estava tudo bem.

O trânsito e as agendas apertadas de quem vive em cidades como São Paulo fizeram hospitais particulares investirem em tecnologia para conectar os pacientes a amigos e parentes. Na capital paulista, pelo menos dois já oferecem o serviço batizado de “televisita”. No hospital Professor Edmundo Vasconcelos, onde a filha do bancário Marco Antônio da Cruz, de 52 anos, foi atendida, o projeto começou em dezembro.

A administração desenvolveu um programa próprio, que pode ser acessado no site do hospital e se parece muito com o Skype e com o MSN - sistemas que permitem fazer ligações pela internet, com uso de voz e imagem. Os computadores foram instalados inicialmente em 18 quartos. Até o fim de fevereiro, serão 115 e há planos de expandir o serviço para os pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde a restrição a visitas presenciais é maior.

Gabriela, a filha de Marco Antônio, mudou de humor depois que saiu da UTI e se deparou com um computador no quarto. Acostumada a acessar todos os dias redes sociais e a conversar virtualmente com os amigos, encontrou um passatempo. “Fiquei cinco dias na UTI, isolada, pra baixo, com aquela camisola, inchada, sem conversar com ninguém e isso afeta o emocional de qualquer um.” A companhia, mesmo que à distância, da família e dos amigos fez Gabriela voltar a abrir o sorriso. Aos 23 anos, ela enfrentou uma trombose que evoluiu para embolia pulmonar. O serviço a que ela teve acesso não tem custo extra para o paciente. O acesso à internet é ilimitado para quem está em tratamento e para o acompanhante.

No Hospital Nove de Julho, a televisita começou a ser oferecida no fim de 2008, na UTI. Lá existem dez computadores que são levados para os quartos a pedido dos pacientes, com autorização médica. O acesso é gratuito, mas limitado em uma hora. Por dia, cerca de oito pessoas costumam usar o laptop. Recebem visitas que talvez não fossem aparecer e deixam quem está do lado outro mais tranquilo. “Quando a pessoa está doente, você quer ver. Só a voz não adianta, engana”, disse Marco Antônio. “É um programa muito legal, legal mesmo. Mas se Deus quiser não vou precisar usar de novo.” As informações são do Jornal da Tarde.

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