quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Obesidade Mórbida X Cirurgia Bariátrica

Oi Gente
Achei um ótimo texto sobre cirurgia bariátrica no Site Minha Vida. Uma operação que está sendo banalizada, muitas vezes sem atender os pré requisitos para que seja realizada.
Antes de ser uma cirurgia estética, é uma cirurgia para a saúde; deve ter acompanhamento específico antes e depois de ser realizada.
Segue a reportagem:
Há tempos, a obesidade deixou de ser questão de estética e passou a ser considerada problema de saúde pública, não apenas no Brasil, mas no mundo todo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), são 38,8 milhões de pessoas com 20 anos ou mais de idade que estão acima do peso, o que corresponde a cerca de 40% da população total do País. Dentro deste grupo, estima-se que 1 milhão de pessoas sofra de obesidade mórbida, isto é, apresentam índice de massa corporal (IMC) superior a 40.

Quando uma pessoa está inserida neste quadro, torna-se mais sujeita a desenvolver problemas como: a diabetes tipo 2, doenças cardíacas, pressão alta, infarto, cálculo biliar e doença na vesícula biliar. Além disso, doença no 
fígado, nas articulações principalmente a osteoartrite e gota, problemas pulmonares incluindo apnéia do sono e no sistema reprodutivo das mulheres. Sem contar, é claro, os inúmeros transtornos psicológicos.

Uma das alternativas para o seu tratamento, no entanto, são as cirurgias,
que só devem ser adotadas em último 


caso, quando o paciente já não responde mais as dietas ou tratamentos medicamentosos. Porém, é importante destacar que essa opção é apenas um passo para tratar da obesidade e não uma fórmula mágica onde o paciente irá emagrecer da noite para o dia. Emagrecer é uma conseqüência do procedimento cirúrgico. Manter o peso, entretanto, é um trabalho que requer comprometimento e disciplina.

Após a cirurgia, o paciente precisa iniciar imediatamente um acompanhamento multidisciplinar no pós-operatório, a fim de minimizar e/ou prevenir todos os potenciais efeitos negativos do procedimento em longo prazo. Este processo dever envolver especialistas da área de endocrinologia, psicologia, nutrição, de atividades físicas e de medicina do estresse, que juntos irão promover o bem-estar físico e emocional dos pacientes bariátricos.

Os resultados, positivos ou não, também são conseqüência da motivação de cada paciente para seguir as instruções do pós-operatório. Para isso, ele precisa se conscientizar da importância de aliar modificações de comportamento com novos padrões alimentares, atividade física regular, melhora do sono e do estresse. A adesão à programas de acompanhamento pós-operatório tardio, além de melhorar o resultado em relação à perda de peso, também ajuda na manutenção de um correto estado nutricional após o emagrecimento.


Embora a cirurgia bariátrica esteja se tornando cada vez mais comum e acessível às pessoas, dados apresentados no último congresso da American Society of Bariatric Surgery (ASBS) apontam para cerca de 20 mil procedimentos/ano no Brasil, acho importante lembrarmos que a evolução dos medicamentos que auxiliam no
tratamento da obesidade mórbida pode,


futuramente, diminuir a procura por estes procedimentos. Basta recordamos do que ocorreu com a úlcera. Até uns 15 anos atrás elas eram tratadas apenas com cirurgias. No entanto, estes procedimentos são raramente necessários hoje em dia já que o tratamento com medicamentos o é muito eficaz. Daí a necessidade de avaliarmos individualmente a técnica cirúrgica que será usada.

Os tipos de cirurgias bariátricas:
Restritivas:
 banda gástrica ajustável
Mistas: Bypass em Y de Roux
Disabsortivas: scopinaro ou duodenal switch

Outra técnica que vem despertando discussões entre os especialistas da área é a chamada cirurgia de diabetes. Nela, é feito um desvio do alimento de forma a evitar a primeira parte do intestino. Isso faz com que o organismo produza uma substância chamada GLP1, que estimula o pâncreas a produzir insulina. No entanto, não há estudos suficientes que mostrem que os resultados perdurem a médio e a longo prazo, mesmo após uma mudança física irreversível. 

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